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Acerca  da nossa quinta

 

As variedades de azeitona no nosso olival principal são definitivamente raras em Portugal Central e algumas variedades nem autóctones são. No início isso dava-nos um pouco de vergonha por sermos promotores de produtos nativos portugueses. No entanto, o olival tem a história da nossa família e isso é, logicamente, algo que nos dá muito orgulho.

Após muitos anos de trabalho árduo na indústria de restauração, o que a família Passos desejava mais era ter uma casinha na sua terra. Apaixonaram-se por uma ruína de um moinho de água em Atadoinha. Os anos 80 trouxeram alguma sorte e em 1982 conseguiram adquirir a ruína. Ao longo dos anos lentamente transformaram a ruína numa linda casa de férias. No ano 2000 concentraram-se nas terras e os agricultores vizinhos aconselharam a plantação de oliveiras. Do Algarve, com a fronteira espanhola tão próxima, trouxeram a sabedoria e as oliveiras do Sul para o centro do país. E assim nasceu um olival com Picual, Arbequina, Manzanilla e Gordal.

Quando iniciamos a gestão dos olivais a tempo inteiro, enxertamos a variedade Manzanilla pois apresentava vários problemas como amadurecimento precoce e atracção de muitas moscas-da-azeitona. Conseguimos também adquirir alguns outros olivais pequenos da variedade nativa Galega e estes também começaram a produzir bem. É claro que não iríamos arrancar as raízes a algo que se estava a dar bem há mais de 20 anos. Ainda por cima, a variedade Galega tem um colheita alternativa, portanto, para sobreviver das vendas de azeite, também precisamos de produção nos anos de menor rendimento de Galega.

Estamos agora em 2021 e  ao longos dos anos demos passos grandes, mas também enfrentamos muitos desafios. As inundações, os incêndios, as tempestades e uma pandemia alteraram a nossa visão em tudo. Tentamos dar o exemplo certo ao fazer os trabalhos de uma forma orgânica e natural (não certificada). A qualidade está a aumentar com os anos, mas a quantidade de azeite precisa de crescer para tornar nossa quinta financeiramente sustentável.

Como não possuímos terras e a comunidade Condeixa não se interessa muito pelo seu património agrícola, a agricultura está a desaparecer rapidamente. Antigamente existiam 41 lagares de azeite na área e agora não há nem um a funcionar. Ao colocar a nossa marca no mapa internacional, ao trabalhar em conjunto com proprietários de olivais tradicionais para assumir a gestão dos seus olivais e ao aumentar a nossa produção em outras áreas, esperamos poder colocar a região de volta no mapa de azeite em Portugal!

Convidamo-lo a visitar-nos e a ver por si mesmo como trabalhamos.

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